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O que acontece no cérebro quando o medo de falhar domina
A amígdala é uma pequena, mas poderosa estrutura cerebral responsável por detectar ameaças. No contexto da ansiedade de desempenho, ela reage de maneira exagerada a situações sociais, como falar em público ou ser observada, interpretando-as como se fossem perigos físicos.
Como isso acontece:
A amígdala vê situações cotidianas, como apresentações ou interações sociais, como uma ameaça iminente.
Ao perceber o "perigo", ela dispara o eixo de estresse, liberando adrenalina e cortisol no corpo.
Isso resulta em sintomas como:
• Taquicardia
• Suor nas mãos
• Tremores
• Dificuldade em pensar com clareza
Além disso, a hiperativação da amígdala impede que o cérebro faça uma avaliação racional da situação, o que aumenta a sensação de risco, mesmo quando não há perigo real.
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• Planejamento
• Memória de trabalho
• Linguagem
• Controle emocional
• Pensamento racional
Ele pode ser considerado o "chefe" executivo do cérebro.

• A amígdala envia sinais de alerta, acionando o sistema de estresse.
• Como o cérebro prioriza a "sobrevivência", o CPF reduz sua atividade.
• O resultado: a pessoa perde o acesso ao raciocínio claro.

• “Deu branco”
• Dificuldade em organizar ideias
• Erros em tarefas simples
• Sensação de incapacidade
• Gagueira ou bloqueio na fala
Mesmo indivíduos altamente preparados podem passar por isso, pois é uma reação biológica automática do corpo.
O hipocampo é fundamental para integrar memórias e fornecer o contexto das experiências vividas.
Durante episódios de ansiedade de desempenho:
Memórias de críticas, humilhações ou falhas anteriores tornam-se facilmente acessíveis, voltando à tona com intensidade.
O hipocampo pode "resgatar" rapidamente lembranças negativas ou emoções associadas, reforçando a sensação de perigo.Medo de falhar em provas e exames importantes.
Isso intensifica o medo de cometer os mesmos erros.Dificuldade para interagir em grupos, sentir-se julgado ou inadequado.
Além disso, o hipocampo pode sofrer uma redução temporária de eficiência devido ao excesso de cortisol, prejudicando:
• Memória de trabalho:
dificultando a retenção e o uso de informações no momento.
• Organização lógica:
tornando mais difícil estruturar ideias de forma clara.
• Capacidade de aprender sob pressão:
afetando o desempenho quando é preciso se adaptar rapidamente.
A ansiedade de desempenho ativa o sistema nervoso simpático, responsável pela resposta de luta ou fuga. Nesse processo, o corpo libera adrenalina e noradrenalina, gerando reações físicas intensas, como:
músculos contraídos devido ao estado de alerta.
respiração rápida e superficial, dificultando a oxigenação.
suor excessivo causado pela ativação do sistema de estresse.
uma percepção de pressa ou pressão crescente.
sensação de dor ou mal-estar no estômago.
Simultaneamente, o sistema nervoso parassimpático, responsável por acalmar o corpo, fica suprimido. Por isso, técnicas respiratórias se mostram tão eficazes: elas ajudam a reativar esse sistema de forma controlada e consciente.
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A ansiedade de desempenho reduz a ativação de áreas cerebrais essenciais para a motivação e sensação de prazer, como:
• Núcleo accumbens
• Estriado ventral
Esses circuitos estão diretamente relacionados à motivação, à sensação de competência e ao prazer de realizar tarefas.
Quando a ansiedade aumenta, o impacto é:
• Diminuição da sensação de prazer e realização: as atividades tornam-se menos gratificantes.
• Queda: a vontade de continuar ou iniciar tarefas diminui.
• Aumento: a tendência a se julgar negativamente cresce.
O cérebro passa a se concentrar no risco em vez de no potencial de sucesso, criando um ciclo de desmotivação e autossabotagem.
As conexões entre a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal são essenciais para regular as emoções e o raciocínio. No entanto, durante a ansiedade de desempenho, essas vias podem ficar desbalanceadas, resultando em:

Informações emocionais invadindo excessivamente o sistema cognitivo, dificultando o processamento racional.

Pensamentos racionais tendo dificuldades para acessar as regiões emocionais do cérebro.

A pessoa sente que sabe o que fazer, mas, na prática, não consegue agir de acordo.
Isso demonstra que a ansiedade de desempenho não é uma questão de falta de habilidade, mas sim um conflito neural temporário, onde as emoções predominam sobre a razão.

Existem técnicas amplamente estudadas e validadas, como as estimulações bilaterais, que atuam diretamente nos sistemas neurais envolvidos na ansiedade de desempenho, promovendo:
• Redução da hiperativação da amígdala, acalmando a resposta emocional exagerada.
• Diminuição da carga emocional associada às memórias de experiências passadas.
• Melhora na comunicação entre a amígdala e o córtex pré-frontal, facilitando a integração entre emoção e raciocínio.
• Aumento da sensação de controle, ajudando a pessoa a se sentir mais capaz de lidar com situações desafiadoras.
• Reprocessamento de experiências de falha ou vergonha, que reforçam o medo atual e o ciclo de autocrítica.
Pesquisas demonstram que a Terapia EMDR facilita a “digestão” de memórias adversas, permitindo que o cérebro integre essas experiências sem disparar respostas de ameaça no presente.
“Se você está no caminho errado, voltar atrás significa progresso.”